Eu gostava de ter escrito isto

BEIJAR OS AVÓS É VIOLÊNCIA?

Eu não quero saber o que um professor universitário faz na cama, só com um ou vários parceiros ao mesmo tempo, com cordas ou sem cordas. Eu não quero saber se gosta de mulheres, homens ou outros espécimes. Não quero saber nem tenho nada que saber, porque não me diz respeito.

Mas quero saber e devem-me uma explicação, sobre o que faz um indivíduo destes doutrinar crianças, jovens ou adultos, de acordo com a sua ideologia, sem o conhecimento nem consentimento dos pais. Porque eu posso amar quem e como eu quiser, mas não posso impingir os meus gostos nem a minha visão da vida, como agora estes pseudo intelectuais o fazem, num lugar público, com responsabilidades públicas, com a maior desfaçatez possível. Ponto. A pergunta que todos os pais deveriam estar a formular neste momento, é: “Como chegamos até aqui?” porque é exactamente nesta resposta que temos a chave do “mistério” e da solução.(…)

Cristina Miranda

Todo o artigo (post) pode ser lido aqui, no Blasfémias.

 

Anúncios

Entrevista na Antena 1

Entrevista de Ana Aranha (Antena 1) no seu programa “À Volta dos Livros”, em torno do meu romance UM SORRISO PARA A ETERNIDADE, publicado em 2010

Um Sorriso para a Eternidade

1306626499798

«Quando entrei para a faculdade, passei a viver sozinho, em Coimbra, e depois em Lisboa. Olhava para trás e dava conta da existência de demasiados mortos na família, em pouco tempo. Uma espécie de infelicidade pairava sobre a minha vida, mas não quero dramatizar. Aos poucos, fui definindo objectivos. Terminar o curso e arranjar emprego, constituir família, tentar esclarecer o passado do meu avô, renovar a quinta de Casal de Ventos, de que era agora o único herdeiro. (…) Ainda não disse, mas vou dizer, o meu nome é Tito Borges.»

Podem adquirir este romance em formato livro ou ebook seguindo este link:

https://www.wook.pt/livro/um-sorriso-para-a-eternidade-antonio-garcia-barreto/5101825

Mily Possoz

Mily Possoz

Mily Possoz, “Senhoras num Jardim”, 1930

“Regressada a Portugal em 1909, integra o movimento modernista emergente participando nas Exposições de Humoristas e Modernistas, sendo também das poucas artistas da sua geração a organizar exposições individuais do seu trabalho, consagrando-se como uma das mais importantes artistas portuguesas da primeira metade do século XX. Excelente desenhadora, colabora como ilustradora em numerosas publicações, como as revistas ABC, a Athena, a Contemporânea, A Ilustração Portuguesa, entre outras.” Wikipédia

Eleições e sociedade

Não vou perder muito tempo a falar naquilo que enche as páginas dos jornais, hoje. O resultado das eleições no Brasil são o esperado. Pode definir-se com uma frase popular: “Quanto mais me bates, mais gosto de ti”. Mais tarde ou mais cedo, se não nos acautelarmos, até porque há sinais evidentes, o mesmo sucederá na Europa, com diferenças de pormenor. Os partidos tradicionais estão esgotados. Não têm estratégias para o século XXI. Toda a sua teoria vem do século XIX, com algumas alterações pontuais. Não conseguem adaptar-se às mudanças havidas num mundo globalizado, que os avanços da técnica e da informação alteraram completamente, até porque são constituídos, na sua maioria, por gente acima dos quarenta anos. A juventude desinteressou-se da política. Já não há ideologia nem ética, apenas dinheiro e interesses. Não acredita em políticos que a toda a hora surgem como corruptos e incapazes. E está focada na procura de emprego, na comunicação global e na sociedade do espectáculo. É mal paga e não tem muitas oportunidades de ver a vida alterar-se na situação política actual. Desconhecem o que foi o fascismo, as grandes guerras, a guerra de Espanha, etc., e procuram quem prometa que as coisas vão mudar, mesmo que a promessa seja mentirosa. Querem ordem e linhas de vida bem definidas. O mundo já passou por situações idênticas. A questão é que a juventude não viveu essas situações e está focada noutras questões. Quem ganha com isso é a extrema-direita, que espera a sua oportunidade, quando tudo à volta estiver queimado. Ou quase.